quinta-feira, 30 de setembro de 2010

leva tempo pra esquecer, leva tempo pra apagar
tempo para organizar e este me parece faltar.
O tempo corre e parece rir de mim
O que o tempo fez de mim o que o tempo faz comigo
o que eu faço com ele ..
Torro, gasto mesmo tentando economizar
Vejo o tempo escorrer por minhas mãos..
Sinto como se eu estivesse me desfaznendo como uma escultura de areia ou outrora argila ou sabão
vejo fragmentos de mim levados pelo vento espalhados por aí.
Ao perceber , tento me recompor, recolher os grãos espalhados pelo ar. As vezes sinto que é melhor esperar a poeira baixar, daí varrer e recolher o que sobrou de mim . Talvez até me reinventar.
Daí vem o medo de começar tudo de novo, (tudo o que ? o que você fez até agora ? _ eu fiz mas se desfez).
Nessa hora o desespero bate a minha porta. Luto, tento gritar , mas é tudo implosão.
De repente me vem a memória: tudo que puder ser abalado será! contudo "O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra"
Ò DEus Criador eu sei que tu existe, e que só o Senhor pode ajuntar o que se perdeu ao se espalhar, reconstruir, reformar.
Também sei que não sou digna e com essas mãos pequeninas tento deixado as benção pedidas perdidas a vagar. Que desperdicio !
Tantas pessoas clamando por bençãos e eu deixando elas voarem , por que minhas mãos estão cheias ou fechadas.
Não se pode segurar tudo ao mesmo tempo .
Nessas horas é preciso fazer escolhas, então percebo um muro, do outro lado a solução, do meu lado caos, imenso, profundo, difuso, confuso. Como eu sou e não gostaria de ser, nem devo ser.